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Como fazer collab na plataforma influu?

Fernanda Campos - 22 de janeiro de 2019

Os principais erros e acertos da Apple em 2018

Empresa acertou muito em desenvolvimento tecnológico, mas com falhas sociais

2189 Visitas Tempo de Leitura: 4 minutos

2019 acaba de começar e a Apple continua sendo grandiosa no mercado tecnológico. Apesar de 2018 já ter chego ao seu fim, a empresa deixou marcas no ramo da tecnologia. Não só positivas, como também negativas.

No geral, o 2018 da companhia foi sólido. A empresa atingiu uma valorização de trilhões de dólares. Caminhou em um mercado até que lento de iPhones. Manteve suas armas na privacidade de dados e também a promessa de criar empregos nos Estados Unidos.

Tanto que anunciaram recentemente a construção de um novo campus em Austin, no Texas. Além de criação de empregos em Seattle, Culver City e San Diego.

Contudo, como já dito, nem tudo são flores. A Apple acabou fazendo movimentos que foram vistos como negativos à empresa. Houve um aumento de preço. A Siri continua a demonstrar baixo desempenho, tornando-se inferior ao Google e ao Facebook em inteligência artificial.

Portanto, como sempre há dois lados em um ano de uma empresa, vamos mostrar os principais acertos e erros da Apple em 2018.

O que a Apple fez corretamente

Engajamento com a Casa Branca

A empresa tem muito a perder quando o assunto é guerra comercial com a China. Caso a situação piorar, a administração do presidente Donald Trump poderia impor uma grande tarifa nos produtos montados no país asiático – e quase todos são montados lá.

Isto seria um momento péssimo para a empresa. Até porque uma nova tarifa sobre os produtos poderia levar alguns compradores desistirem da fidelidade com a marca.

Nesse caso, em 2018, Tim Cook – CEO da Apple – fez bem em manter a comunicação com a Casa Branca. Mesmo que as crenças de Trump sejam contrárias aos valores da Apple e à mentalidade política dos funcionários.

Preparação para realidade aumentada

Aplicativos de Realidade Aumentada nos produtos da Apple ainda deixam a desejar. É preciso pegar dispositivos e movê-los fisicamente para sobrepor o conteúdo digital no mundo real. Porém, tudo indica mudanças.

A Apple deve lançar o seu próprio óculos RA. Nesse caso, o único movimento necessário será o movimento natural da cabeça. E a empresa vem construindo um terreno saudável para o uso de hardware há tempos.

Leia também: Qual o potencial da realidade virtual no YouTube?

Em 2016, a companhia lançou sua plataforma de desenvolvimento de aplicativos ARKit, que vem, desde então, construindo experiência RA nos dispositivos iOS.

Apple Music no Echo Speakers da Amazon

Neste ano, a companhia passou a disponibilizar o Apple Music no dispositivo da Amazon. E isso se tornou um movimento favorável ao consumidor. Embora haja uma concorrência entre as duas, há também uma disputa maior com o Spotify no mercado de streaming de música.

O que a Apple fez errado

Marketing do HomePod

A Apple sempre gostou de falar como a marca começa pensando nas necessidades e desejos do consumidor para, assim, aplicar em alguma tecnologia. Porém, essa estratégia fugiu do controle com a criação do HomePod.

Há uma coerência sobre a necessidade de alto-falantes inteligentes, mas os usuários procuram baixo custo e assistentes digitais com ampla funcionalidade. Há também uma busca por flexibilidade.

No entanto, o HomePod apresentou um assistente digital limitado e conexões com fio para serviços, como o Apple Music. E tudo isso com um alto custo.

Leia também: Entenda porque os Wearables são o futuro da tecnologia

Falta de planejamento global com a Siri

Em junho, a empresa realizou a conferência anual de desenvolvedores da WWDC. E, enquanto muitos esperavam um discurso maior sobre o desenvolvimento da Siri, o resultado foi de pura decepção.

A Apple focou em falar apenas sobre aplicações específicas de aprendizado de máquina ao invés de apresentar um plano abrangente. Uma prova disso está no fato da companhia ter contratado John Giannandrea como novo chefe de IA apenas meses antes do evento.

ECG como ponto crucial do Apple Watch

O novo Apple Watch 4 pode criar um eletrocardiograma (ECG). Ele mede os sinais elétrico do coração. Normalmente, isso é feito em um consultório médico, com sensores no peito. Com o relógio, é só descansar o dedo no Digital Crown.

Com o artefato, a empresa diz que é possível detectar sinais de fibrilação atrial, que pode resultar em um derrame.

Porém, esse foi o principal destaque no novo relógio, o que preocupa. Até porque o leitor de ECG é um recurso especial, destinado a um subconjunto de pessoas com problemas cardíacos. Ou seja, mesmo que o sistema faça bem para algumas pessoas, vai fazer mal a outras.

A capacidade de realizar um ECG a qualquer momento pode levar à verificação obsessiva de pacientes preocupados com o coração. Outro problema está na quantidade de dados biométricos externos criados.

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FONTE

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