Como as redes sociais estão lutando contra o ódio na internet?

Grandes plataformas se transformaram no ambiente concentrador de discursos raivosos

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Por mais que a web tenha surgido como um avanço para a humanidade, o ódio na internet se dissemina cada vez mais. No final de outubro, uma pesquisa no Instagram resultou em várias imagens anti-semitas.

Além de vídeos, publicados logo após um tiroteio em uma sinagoga, em Pittsburgh, nos EUA. 

O ataque aconteceu no dia 27 de outubro e deixou 11 mortos. Isso acabou resultando em mais de 11 mil mensagens com a hasthtag #jewsdid911. A hashtag alegava que os judeus haviam orquestrado os ataques terroristas do 11 de setembro, em 2001. 

Também foram criadas outras hashtags com ideologias nazistas.

Tanto o Facebook quanto o Instagram chegaram a investigar as divulgações sobre o ataque. E o YouTube se posicionou. A empresa disse que rígidas políticas proíbem conteúdo que promova o ódio ou incite violência.

Leia também: Como lidar com haters no YouTube?

Crescimento do ódio 

Desde 2008, empresas de redes sociais do Vale do Silício cresceram, expandindo alcance e influência mundo afora. Porém, tornou-se evidente que essas mesmas empresas não entenderam – e ainda não entendem – as consequências negativas da influência. 

Para o diretor de pesquisa do Centro de Apoio ao Jornalismo Digital da Universidade de Columbia, Jonathan Albright, as redes sociais encorajam as pessoas a cruzar a linha para provocar e incitar. E que esse problema, claramente está se expandindo. 

Neste ano, foi reforçado o quanto as empresas de mídia social são incapazes de lidar com a desinformação e o discurso de ódio na internet. O exemplo está no próprio caso de Pittsburgh. 

Robert D. Bowers, acusado como o responsável pelo ataque, chegou a postar sobre ódio aos judeus na rede social Gab, há algum tempo. E esse tipo de situação não se limita só aos Estados Unidos.

No Brasil, as eleições que resultaram na vitória do candidato Jair Messias Bolsonaro (PSL) tiveram forte influência do WhatsApp. Na índia também. Houveram divulgações de falsas histórias no app sobre sequestros de crianças.

Isso acabou resultando na morte de mais de uma dúzia de pessoas este ano.

Leia também: WhatsApp: como sua influência está guiando as informações?

Jonathan A. Greenblatt, chefe-executivo da Liga Antidifamação, afirma que as empresas de mídia social permitem que os extremistas movam suas mensagens para o mainstream.

“No passado, eles não conseguiam encontrar audiência para o seu veneno. Agora, com um clique, um post ou um tweet, eles podem divulgar suas ideias com uma velocidade que nunca vimos antes”, explica ao NY Times.

Redes sociais contra o ódio na internet

Ainda que ação seja feita, empresas de mídia social afirmam que é difícil identificar e remover desinformações e discursos de ódio na internet. Neste ano, o Facebook disse que apenas 38% dos discursos de ódio foram sinalizados pelos sistemas internos.

Em contrapartida, os sistemas identificaram e reduziram 96% daqueles que definiram como conteúdo adulto. E 99,5% de conteúdo terrorista.

Já no YouTube, usuários relataram quase dez milhões de vídeos que violam as diretrizes. Ferramentas de detecção automatizadas do YouTube também reduziram 6,8 milhões de vídeos entre abril e junho.

Segundo um estudo do MIT, falsidades no Twitter eram 70% mais propensas a serem retweetadas em relação ás notícias verdadeiras. As empresas já anunciaram planos de investimento pesado em inteligência artificial para encontrar e remover esse tipo de conteúdo.

Ainda assim, mesmo quando empresas investem dinheiro e recursos para resolver os problemas, funcionários já estão repensando se os serviços das redes sociais podem ter um efeito positivo.

Leia também: Entenda porque executivos de redes sociais não as utilizam

O Instagram evitou amplamente a disseminação de desinformação. E ódio ao conteúdo. Principalmente quando é comparado com a ação do Facebook. Ainda assim, pesquisadores da rede disseram que o site se tornou mais um foco de posts odiosos e vídeos de discórdia.

FONTE

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Estudante de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Apaixonado por cinema. Aspirante a roteirista e crítico. Apaixonado por Star Wars e animações da Disney.

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